Vou Postar uma matéria sobre as piramides que acho muito interessante , serão 5 partes



Durante o período de aproximadamente um milênio (entre 2630 e 1640 a.C.) os egípcios construíram suas famosas pirâmides, dentre as quais três delas assombram o mundo até hoje. A mais antiga que se conhece data da IIIa dinastia e era constituída por mastabas sobrepostas formando degraus. O idealizador deste tipo de construção foi o sábio Imhotep, proeminente figura do reinado do faraó Djoser. Essa é provavelmente a única pirâmide desse tipo que foi concluída.


Imhotep, arquiteto do faraó Djoser. Ao lado a pirâmide escalonada.
No início da IVa dinastia as pirâmides começaram a ser construídas com suas paredes inclinadas e não mais em forma de degraus. O período áureo da construção das pirâmides estendeu-se entre a IIIa e a VIa dinastias (de 2630 a 2150 a.C.). Nessa época quase todos os faraós e muitas de suas rainhas foram enterrados em túmulos com a forma de pirâmides. A maior parte das pirâmides dessa época áurea foi construída na orla do deserto a oeste do Nilo, nas proximidades de Mênfis, entre a localidade de Meidum ao sul e a de Abu Rawash ao norte. Em dinastias posteriores tais monumentos também foram construídos, sendo que as últimas datam da XIIa dinastia, mas perderam muito de seu esplendor arquitetônico e até de seu significado religioso.
A egiptologia tradicional afirma que as pirâmides, a despeito das diversas teorias existentes, nada mais eram do que túmulos dos faraós. Os argumentos apresentados são o fato de todas elas conterem (ou apresentarem sinais de que continham) sarcófagos e estarem situadas na margem oeste do Nilo, onde tradicionalmente os egípcios enterravam seus mortos. Além disso, eram edificadas em grupos e faziam parte de um amplo cemitério que incluía templos mortuários e túmulos de membros da família real, de cortesãos, de numerosos sacerdotes e oficiais.
Os estudos arqueológicos sugerem que todas as pirâmides, escalonadas ou não, eram representações monumentais símbolos do monte primevo, que emergiu das águas do caos quando o mundo foi criado. Acreditava-se que naquele monte Atum, o deus da criação, havia se manifestado pela primeira vez e criado o universo. Quando colocado sobre a sepultura ou incorporado à tumba, imaginava-se que pudesse servir como uma potente fonte de magia pela qual o morto poderia esperar receber a renovação da existência. Pela lógica egípcia, um modelo incorporava as propriedades mágicas atribuídas ao objeto que representava. Assim sendo, através da pirâmide o rei estaria habilitado a subir aos céus e a retornar ao túmulo quando desejasse, para usufruir das oferendas deixadas por seus familiares e pelos sacerdotes.
Mas há também quem diga que o simbolismo foi mudando e, em conseqüência, o formato dos túmulos foi sendo alterado. Assim, embora as mastabas talvez representassem realmente o monte primevo, já a pirâmide de degraus de Djoser teria outro significado. Os textos das pirâmides sugerem que uma das diferentes maneiras pelas quais o rei morto poderia atingir os céus seria por meio de uma escada. Uma de tais inscrições afirma:
Uma escada para o céu foi colocada para ele [i.e. o rei], de forma a que ele pudesse subir aos céus através dela.
Parece, assim, que as pirâmides verdadeiras poderiam ser – na ótica egípcia – uma representação material dos raios do Sol e, conseqüentemente, um meio pelo qual o rei morto pudesse subir aos céus. Elas teriam, portanto, um propósito prático, bem de acordo com a praticidade inerente ao espírito do povo egípcio. Aqui, como no caso das pirâmides escalonadas, o que estava por trás de tudo era a idéia de que modelos representavam objetos reais. E um modelo, quer fosse a estátua de pedra de uma pessoa ou uma cena esculpida em relevo, era considerado possuidor de todas as virtudes do objeto real que representava. O tamanho não era um fator de importância primordial para a eficácia do substituto e essa pode ter sido uma das razões para o rápido declínio das dimensões das pirâmides após os tempos de Kéops e Kéfren.
Os próprios arqueólogos reconhecem que em muitos casos – cerca de 50% deles – as pirâmides egípcias não se destinavam a servir de sepultura. Prova disso é o fato de terem sido encontrados sarcófagos vazios em túmulos e pirâmides cujos selos estavam intactos, o que demonstrava que os ladrões de sepulturas ainda não haviam lá estado. Assim, uma das explicações alternativas é a de que as pirâmides serviram como marco de uma cerimônia de morte e ressurreição simbólica dos reis. Sabe-se que no Egito pré-histórico os reis não podiam reinar por mais de 30 anos. Ao final desse período eram mortos com todo o seu séqüito e um rei mais jovem assumia o seu lugar. Antes da Ia dinastia, porém, os egípcios já haviam substituído esse costume por cerimônias e sacrifícios que tinham o dom de renovar a juventude do faraó e estender o seu reinado por mais 30 anos.
Tais cerimônias eram conhecidas como Heb-Sed (Festas do Sed) e sua prática perdurou até o final da história do antigo Egito. as quais se prolongavam por vários dias. Acredita-se que elas eram realizadas duas vezes, já que o rei era, ao mesmo tempo, monarca do Alto e do Baixo Egito. Isso explicaria a existência dos túmulos vazios e a multiplicidade das sepulturas de um mesmo rei.
Qual era a finalidade das pirâmides e, principalmente, como foram construídas, são duas das mais intrigantes perguntas de toda a história da humanidade e que, talvez, nunca venham a ser respondidas ou, por outro lado, talvez venham a ter centenas de respostas conflitantes, conforme o ponto de vista de cada um de nós. Aqui vamos falar sinteticamente de todas as pirâmides e dos vários aspectos que as envolvem, inclusive os místicos, mas as conclusões deixamos que você mesmo as tire.
fonte :Lumini
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